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Sustentabilidade e Competitividade: A Gestão Ambiental e a ISO14001 podem auxiliar as Organizações?

Uma pergunta que os gestores de diversas organizações frequentemente fazem é: como é possível aplicar conceitos de Sustentabilidade e se manter competitivo, num ambiente cada vez mais agressivo, com relação à redução de custos e posicionamento das empresas no mercado, junto a seus consumidores?

 

 

O diferencial competitivo de uma organização depende das características de seus produtos e serviços e do cenário econômico, mas vai necessariamente depender do modelo de gestão traçado pelas pessoas que as dirigem. Afinal, qual é a relação que a competitividade tem com a Sustentabilidade?  O desenvolvimento social, ambiental e econômico, tripé da Sustentabilidade, não pode estar atrelado a uma conduta predatória e antiética, caso contrário, estará levando esta “competição” a níveis indesejáveis, junto às empresas concorrentes e o mercado consumidor.
 
 
No lado das organizações, a competitividade teria outra definição caso estas não fossem geridas por pessoas. A competição faz parte da sobrevivência do homem desde seus primórdios e geneticamente faz parte da natureza humana. Ser competitivo é uma condição natural, que varia somente no grau de intensidade e na forma. A diferença básica entre Sustentabilidade e Competitividade está na atitude individual. É preciso acreditar na mudança do que parece ser um paradigma e, para isto, cada pessoa precisa entender o importante papel que desempenha na transformação de uma sociedade. E é aqui que entra a Sustentabilidade. A adoção da Sustentabilidade, além de ser uma medida ética e positiva, também ganha um espaço cada vez maior na questão da aceitabilidade dos consumidores.
 
 
A população têm se mostrado mais preocupada com mudanças climáticas e consumo consciente, e disposta a até pagar mais caro por produtos e serviços que possam contribuir para um Mundo melhor. Algumas empresas, sabendo disso, têm exagerado em sua comunicação e cometido erros que poderiam ser classificados como propaganda enganosa ou manipulação da informação. Esses comportamentos têm causado mais ceticismo e desconfiança no consumidor e dificultado o posicionamento de ações consistentes em Sustentabilidade. Por falta de opção e informação correta, os consumidores brasileiros continuam levando para casa produtos que podem prejudicar a saúde de suas famílias, divulgados como “mais sustentáveis” apenas porque têm rótulos e embalagens recicladas.
 
 
Existe um grupo (ainda reduzido) de organizações que tem gerado lucro substancial com uma política sustentável, o que tornou a idéia atraente aumentando a procura pelo tema. Contudo, como não é algo simples, e muito menos rápido, poucas têm alcançado sucesso. Muitas destas organizações que buscam uma política sustentável se baseiam em apenas argumentos vagos, com mudança superficial, e esquecem as ações realmente concretas.
 
 
A ambição de transformar uma empresa tradicional em uma organização sustentável é cada vez mais comum. A falta de legislação abrangente que proteja o interesse do consumidor tem feito com que seja possível se anunciar pão-de-queijo que não contém queijo, produtos divulgados como ecológicos que agridem a natureza ou oferecer um produto de limpeza como mais sustentável só porque sua embalagem é feita de material reciclado.
 
 
Para ser considerada uma empresa sustentável, a organização deve começar com a adoção de práticas internas para melhorar o aproveitamento dos diversos recursos que utiliza diariamente. Torneiras que se fecham automaticamente, coleta seletiva de materiais, reaproveitamento de papel, utilização de luz solar em lugar da luz artificial e sistemas de ventilação natural no lugar dos equipamentos de ar-condicionado, por exemplo, são algumas ações que certamente trarão benefícios para o meio ambiente e uma consequente redução de despesas com energia elétrica, água e compra de materiais. A forma mais utilizada para tornar a empresa sustentável é, sem dúvida, a adoção de projetos sustentáveis, como por exemplo, geração/consumo de energia limpa e renovável, além de medidas de ordens sociais e ambientais que possam ser vantajosas, como as atitudes que permitam uma geração de emprego sustentável nas comunidades que extraiam a matéria prima utilizada pela indústria em questão. Um outro exemplo de atitude sustentável é a reeducação dos funcionários e o treinamento destes para tornar a produção ambientalmente mais eficiente. Os produtos que a empresa desenvolve compõem um ponto que merece atenção especial. Na busca pela sustentabilidade, além de apresentarem embalagens recicláveis e, em alguns casos, fabricadas com materiais reciclados, os itens produzidos pela organização não devem empregar em sua composição, elementos que possa prejudicar o meio ambiente, sem informar o consumidor. Quando as empresas já são sustentáveis, deve-se ter o cuidado de manter tais medidas e de sempre utilizar um investimento reservado a aplicação de novas técnicas nas suas produções. Alguns exemplos de indústria sustentável são as que produzem o açúcar e utilizam do bagaço de cana para a geração de energia, ou aquelas que tem produção de cosméticos e de celulose que incentivam não somente o replantio, mas que também criam áreas de reservas preservadas. A reciclagem e o aproveitamento de todos os materiais, como a utilização racional da água e seu posterior reuso, também representam um interesse comum na sustentabilidade empresarial.
 
 
A preferência por fornecedores que adotem práticas ambientalmente corretas e atendam à legislação é outro meio eficiente de assumir uma postura mais sustentável diante do mercado. Da mesma forma, investir no treinamento dos colaboradores para que eles pratiquem essas atitudes dentro da empresa e em suas casas, também é fundamental que a organização se torne efetivamente sustentável. Há também a adoção pelas empresas de medidas internacionais, como as provenientes do Protocolo de Kyoto e Montreal, que debatem a viabilidade das indústrias utilizarem meios de redução da emissão ou uso de gases danosos ao ambiente (Efeito Estufa e Destruição da Camada de Ozônio, respectivamente).
 
 
Neste sentido, a ISO14001 requer que a Organização identifique os aspectos de suas atividades que possam causar impactos ambientais.  Adicionalmente aos aspectos ambientais que pode ela pode controlar diretamente, a organização deve também considerar aspectos que possa influenciar, como, por exemplo, aqueles associados a bens e serviços por ela utilizados e produtos e serviços que ela forneça. O anexo A da ISO14001 nem sempre é entendido completamente pelas empresas. Ele indica que, além das medidas internas, a organização deveria estender, sempre que possível, seus esforços para toda a cadeia de consumo (seus fornecedores e seus consumidores), de modo a aplicar mais fortemente os conceitos de sustentabilidade citados anteriormente.
Algumas diretrizes para avaliar o controle e a influência sobre estas personagens são citadas abaixo. Porém, em todas as circunstâncias, é a organização que determina o grau de controle, bem como os aspectos que ela possa influenciar.
 
 
A ISO14001 indica que sejam considerados aspectos associados às atividades, produtos e serviços da organização, tais como:

  • Projeto e desenvolvimento de seus produtos ou serviços,
  • Processos de fabricação,
  • Embalagem e transporte,
  • Desempenho ambiental e práticas de prestadores de serviços e fornecedores,
  • Gerenciamento de resíduos,
  • Extração e distribuição de matérias-primas e recursos naturais,
  • Distribuição, uso e fim de vida de produtos, e
  • Vida selvagem e biodiversidade.

 
O controle e a influência sobre os aspectos ambientais dos produtos fornecidos a uma organização podem variar significativamente, dependendo da situação de mercado e dos seus fornecedores. Uma organização que é responsável pelo projeto de seu próprio produto pode influenciar tais aspectos significativamente através da alteração, por exemplo, de um único material de entrada, enquanto que uma organização que necessite fornecer de acordo com especificações de produto externamente determinadas, pode ter pouca escolha. Quando a empresa entende plenamente que esta influência nos consumidores e este controle nos fornecedores, indicado pela ISO14001 tem efeito sinérgico no desenvolvimento econômico, social e ambiental, ela atinge patamares mais elevados de sustentabilidade, sem perder competitividade, pois conquista de modo definitivo a confiança do mercado e pode utilizar estas informações como ferramenta de Marketing sem ferir a ética e a transparência com seus “stakeholders”, isto é, com todas as partes interessadas.
 
 
 

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Eng. Marcelo S. Marques
 
Eng. Químico Ambiental e Seg. no Trabalho.
Auditor Líder de Sistemas de Gestão de Qualidade, Ambiental, SSO e Resp. Social Corporativa

 

 

 

 

2012-09-20



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